Pelas veredas de Simón Bolívar

Com um chute medonho de perna esquerda, Alex abriu caminho para a conquista da América

capa_site_poster_alex2 copy

 

Semifinal da Copa Libertadores da América do ano da graça de 1999.

O Palmeiras havia sucumbido em Buenos Aires: um a zero contra o River Plate.

Precisava vencer por dois gols de diferença em São Paulo.

E logo aos 16 minutos do primeiro tempo, antes mesmo de uma unha inteira ser arrancada, antes do caos e do sofrimento pensarem em baixar sobre o Parque Antárctica, Zinho avistou Alex passeando diante da área inimiga. O médio lançou o couro, que viajou alto e caiu suave sobre o peito de Alex, que matou a bola, deitou na relva, fintou o beque e estourou, com o veneno e a maldade do seu pé esquerdo, para o fundo das redes de Roberto Bonano.

Naquele preciso segundo, o Palestra Itália foi o mais puro silêncio – era o povão se perguntando se aquilo, aquele gol febril, aquele tento nascido no prelúdio da trama era mesmo verdade ou se era obra dissimulada do delírio.

 

VEJA O PÔSTER DO GOLAÇO DE ALEX POR COBERTURA EM CIMA DA ARGENTINA

 

Então, alguns beliscos depois, nasceu o colossal estouro da manada verde, que veio abaixo e caiu diante dos pés imaculados de Alex.

Era verdade. O Palmeiras estava na frente e o placar agregado apontava uma igualdade salomônica: um a um.

No minuto seguinte, Roque Júnior, de cabeça, aumentou a vantagem.

A vitória viria – e seria épica.

E no descer das cortinas, aos 42 do segundo tempo, Alex ainda voltou a disparar o gatilho da alegria: 3 a zero e a vaga na final.

Mas foi o tento inaugural do menino de Colombo que arrebatou os arquibaldos, que logo trataram de enquadrar nos arredores da memória aquele chute embebido em ódio. Como o primeiro golpe de espada de Simón Bolívar, aquele primeiro ímpeto de Alex desbravava o caminho para a América.

E hoje, ele fica aqui eternizado pelas mãos dos engenhosos camaradas do Pedro, Pastel & Besouro, amantes de Futebol e devotos do talento de Alex.

Baixe o pôster, faça rodar pelas redes sociais e homenageie o último exemplar dos jogadores que vestem uma camisa por amor.

Alex vai parar.

 

pedro_pastel_e_besouro

Arte: Pedro, Pastel & Besouro 

 

REVEJA OS OUTROS CARTAZES DA SÉRIE QUE HOMENAGEIA O ALEX:

UM GOL PARA ENFEITAR O FUTEBOL

PELAS VEREDAS DE SIMÓN BOLÍVAR

A LETRA IMPECÁVEL

UMA PARÁBOLA ARGENTINA

O GOL QUE VALEU POR 400

PartilheTweet about this on TwitterShare on Facebook

3 pronunciamentos sobre

Pelas veredas de Simón Bolívar

    1. Será, Mariel. E muito. Que coxas, atleticanos, paranistas, colorados, gremistas e gente de todas as camisas enfeitem o Couto Pereira no domingo, porque Alex vai desfilar sua classe pela última vez.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *