O campo que tem vocação para a bicicleta

Com menos de um ano de vida, o novo Beira-Rio já mostra que nasceu para ver os mais belos gols do Futebol

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Ontem, o Beira-Rio viu mais um gol de bicicleta abissal. Desses que, mesmo sendo contra o nosso time de coração, todos temos o ímpeto de levantar e aplaudir e pedir camisa e suplicar autógrafo do malabarista em campo. Porque a rigor, ninguém fica indiferente a um gol dessa envergadura, que toma o estádio todo de assalto, notadamente o arqueiro, que nem imagina que um chumbo quente daquele possa vir do pé de um jogador que está de costas.

A obra nasceu dos pés de Jô, aos 30 minutos do segundo tempo, quando Paulão – beque experimentado na arte de virar bicicletas – falhou e deixou espaço para o avante rodopiar no ar e emendar um chute embebido em ódio.

Uma pintura, uma obra que merecia espaço no acervo fixo do Louvre, era pintada ali, no meio do Beira-Rio, estádio já habituado a testemunhar lances desses calibre.

O campo do Internacional, vejamos, tem pouco mais que meio ano de vida. E nesse intervalo curtíssimo, aquelas cadeiras vermelhas e aquele penacho branco já viram dois gols de placa anotados assim, de bicicleta: este, de Jô, e aquele, de Paulão. Nenhum, notem, foi de puxeta ou de sem pulo ou de voleio – os dois foram a mais genuína e imaculada bicicleta, como aquela inventada por Leônidas da Silva.

Feliz de quem frequenta o Beira-Rio. O campo que nasceu com vocação para o golpe mais bonito do Futebol.

Reveja os dois tentos:

 

 

 

RELEMBRE A INAUGURAÇÃO DO BEIRA-RIO

 

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