Da linhagem de Preud’homme

Courtois e Messi, aos 46 minutos do segundo tempo, travaram um dos melhores embates individuais desta Copa.

courtois

Muito se falou até aqui da tal geração belga.

Classificaram em primeiro nas eliminatórias europeias e chegaram ao Brasil com esplendor de surpresa anunciada.

Mas no primeiro grande teste que tiveram, esmoreceram. A Argentina jogou o básico e ensacou a viola dos belgas. Os vermelhos sucumbiram. Mas um deles – um só – ficou de pé: Courtois.

A parede vermelha se manteve digna o tempo todo e só não buscou o chute febril de Higuaín no primeiro tempo porque nenhum arqueiro foi programado para aquilo. E o porteiro europeu ainda teve tempo de assinar uma obra prima aos 46 do segundo, quando os argentinos saquearam um princípio de contragolpe belga, furtaram o couro e ligaram Messi.

Era ele, 45 metros de campo e Courtois. E o argentino desceu em desabalada carreira, com aquela bola sempre amarrada ao cadarço da chuteira.

Era um dos melhores duelos individuais da Copa até aqui.

Messi versus Courtois.

O arqueiro, vendo a casamata num risco iminente, saiu e envergou seus quase dois metros de braços para cima do avante.

Pé esquerdo de Messi na bola; luva preta de Courtois na defesa.

Deu Courtois.

Um espalmada magistral, dona da toda a plástica e coragem, mas que será vorazmente esquecida pelo simples e inapelável fato de não ter valido absolutamente nada.

Se a Bélgica fosse um tostão maior, empatava aquele jogo. E assim, só assim, a agarrada de Courtois iria para a galeria das maiores defesas das Copas, onde já repousam cenas do seu antecessor Preud’homme.

 

Foto: David Gray / Reuters

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